Grupo Chibatão diz que antecipação do píer reduz riscos para logística do Amazonas

Grupo Chibatão diz que antecipação do píer reduz riscos para logística do Amazonas

Com autorizações concluídas, estrutura pronta e equipes preparadas, píer que movimentou quase 59 mil contêineres em 2024 voltará a reforçar a logística do Amazonas durante a estiagem

O Grupo Chibatão confirmou que o píer provisório flutuante será levado para nesta quinta-feira (17), como parte da preparação logística para o período de estiagem no Amazonas. A decisão considera o avanço da vazante em trechos estratégicos dos rios da região e tem como objetivo antecipar a disponibilidade da estrutura para atender às necessidades da navegação durante o período de estiagem.

A movimentação acontece em um momento de avanço da descida dos níveis dos rios em trechos considerados críticos para a navegação na região amazônica. Dados de monitoramento dos níveis dos rios, acompanhados e divulgados pelos órgãos e entidades responsáveis pelas medições e pelo acompanhamento das condições de navegabilidade, entre eles o Manaus Pilots e o Proa Manaus, apontam que, especialmente nas áreas do Tabocal e da Enseada Madeira, os níveis apresentam atualmente uma média de redução de aproximadamente 32 centímetros por dia. 

Esses pontos são considerados estratégicos para a navegação por apresentarem características hidrográficas e de calado que podem ampliar as restrições à passagem de embarcações conforme a vazante se intensifica. A redução acelerada do nível nesses trechos pode limitar a navegação de embarcações de maior porte e exigir alterações na configuração das operações logísticas, tornando fundamental a antecipação de alternativas de transbordo e baldeação de cargas. 

Diante desse cenário, o Grupo Chibatão decidiu antecipar o deslocamento do píer para Itacoatiara. A ida da estrutura no dia 17 de setembro permite posicionar previamente uma alternativa operacional em um ponto estratégico da hidrovia, reduzindo o tempo de resposta caso as condições de navegabilidade avancem para um nível que imponha restrições à chegada de grandes embarcações até Manaus.

O píer está com a estrutura e equipamentos prontos e conta com todas as autorizações necessárias para operação, concedidas pela ANTAQ, Marinha do Brasil, Receita Federal e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). Com os procedimentos de manutenção e segurança concluídos e as equipes envolvidas preparadas, a estrutura reúne as condições necessárias para ser deslocada e posicionada em Itacoatiara.

Dessa forma, o Grupo Chibatão trabalha de maneira preventiva, utilizando uma estrutura já testada e regularizada para oferecer uma alternativa logística caso a evolução da vazante exija operações de transbordo e baldeação.

O Amazonas já conhece a importância dessa estrutura. Durante a severa estiagem de 2024, o píer provisório do Grupo Chibatão em Itacoatiara recebeu 35 navios e movimentou quase 59 mil contêineres. A operação possibilitou o transbordo e a baldeação de cargas, criando uma alternativa para manter mercadorias em circulação mesmo diante das limitações impostas pela redução do nível dos rios.

Na prática, a solução ajudou a manter o abastecimento de matérias-primas para o Polo Industrial de Manaus, produtos para o comércio e cargas necessárias ao funcionamento da economia amazonense. A experiência de 2024 fez do píer uma alternativa logística já testada diante dos desafios da estiagem.

Agora, o Grupo Chibatão volta a deslocar e instalar essa estrutura em Itacoatiara, antecipando sua presença em um ponto estratégico da hidrovia para que esteja disponível no momento em que a navegação exigir. “Estamos falando de uma estrutura que já está pronta, regularizada e preparada para cumprir seu papel. A conclusão das autorizações mostra que houve planejamento, responsabilidade e diálogo com os órgãos competentes. Na Amazônia, a logística precisa agir antes do problema, e é isso que o Grupo Chibatão vem fazendo”, afirmou Jhony Fidelis.

A importância dessa preparação está diretamente ligada às características da economia do Amazonas. A distância dos grandes centros fornecedores e a forte dependência do transporte pelos rios fazem com que alterações significativas na navegabilidade possam atingir toda a cadeia produtiva.

É justamente a experiência de 2024 que traz mais tranquilidade ao setor neste momento. O píer não é uma solução que ainda precisa provar sua capacidade. A estrutura já foi utilizada em um cenário crítico e mostrou, na prática, sua contribuição para a continuidade do fluxo de cargas.

Instalado em Itacoatiara, o píer cria uma alternativa para embarcações que eventualmente encontrem restrições para prosseguir até Manaus. Por meio das operações de transbordo e baldeação, cargas podem seguir em balsas, permitindo a continuidade da cadeia logística até a capital.

A operação também envolve diálogo com instituições ligadas à indústria, ao comércio e à infraestrutura do Amazonas, entre elas CIEAM, DNIT, SEDECTI, CDL Manaus e Suframa, além dos órgãos responsáveis pela regularização e segurança da estrutura. Para Jhony Fidelis, a busca por soluções adaptadas aos desafios da região está diretamente ligada à história construída pelo Grupo Chibatão e à visão de seu fundador, José Ferreira de Oliveira, o Sr. Passarão.

“O senhor Passarão sempre acreditou na Amazônia e teve coragem de investir aqui. Esse espírito empreendedor continua vivo no grupo. O píer provisório é uma solução que nasce desse compromisso: olhar para os desafios da nossa região, investir em estrutura e trabalhar para que a indústria, o comércio e a população não sejam prejudicados pela falta de alternativas logísticas”, destacou.

Para o setor produtivo, a experiência de 2024 deixa uma mensagem importante: existe uma solução testada e uma estrutura preparada para enfrentar um dos principais desafios logísticos do Amazonas.

Ao colocar novamente essa capacidade à disposição do estado, o Grupo Chibatão reforça seu papel em uma cadeia que sustenta a indústria, o comércio, os empregos e o abastecimento de milhões de amazonenses.

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